quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Acolhimento dos novos estudantes Agronomia 2011.2


Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira
25 de agosto de 2011

As respostas de nível médio precisam dar espaços às perguntas de nível superior, essa é a primeira verdade a ser assumida hoje.
Os pensadores estão morrendo. Os estudantes estão se tornando, em sua grande maioria, do fundamental à universidade, uma massa de repetidores de informações e não de pensadores que amam a arte da crítica e da dúvida. [...] Temos informações que nenhuma geração jamais teve, mas não sabemos como transformar a informação em conhecimento e o conhecimento em experiência. (Augusto Cury)
Repetidor de informação é isso que se forma no Brasil. Um dia te disseram que os portugueses descobriram estas terras e você acreditou, mesmo quando eles também disseram que aqui já havia índio. Não te ensinaram a criticar e por isso você nunca questionou o jeito torto de te ensinarem as coisas, o jeito europeu de contar a história. Eles te dizem o que querem que você acredite, e você acredita. Acredita, aceita e repete os conteúdos inquestionáveis depositado em maquininhas que chamam de aluno.   
Eu descobri o quanto essas informações estão ultrapassadas, e não as aceito mais antes de “observar, registrar, classificar, comparar e verificar”. Não me conformo mais com as respostas superficiais sobre o que é isto ou aquilo, descobri o quanto são pobres para mim as definições dos outros sobre o mundo. O abacaxi deixou de ser simplesmente um abacaxi. Os conceitos mais lógicos não são tão lógicos até que nós realmente acreditemos nisso. Concorda que quando a gente cresce não é tão fácil acreditar nas coisas que simplesmente nos dizem? Isto por que criticar é próprio dos crescidos.  Estejam certos, eu cresci.
Você constrói o que você acredita, a sua observação será sempre particular, portanto vomite os conceitos universais sobre um mundo que você, mesmo que ainda não tenha percebido, observa diferente. Vomite para construir os seus conceitos “universais” ou simplesmente para confirmar os conceitos pregados, os homens precisam da sua rica contribuição. Questione. Sua vida não encontrará sentido nas respostas, mas nas perguntas, estas são suas, talvez a única coisa que realmente seja sua. Se orgulhe das perguntas, o mundo mudou quando alguém, incomodado com uma, quis saber o que leva a maçã a cair do pé em sua cabeça. Quer um exemplo de como as respostas são mesquinhas? Você aprendeu na escola que o homem não voa, e com certeza isso também foi dito a Santos Dumont. Lembra quando te disseram que uma aula de Filosofia numa turma de agronomia é insuportável, que nada pode ser feito para torna-la mais dinâmica, e que mesmo assim poucos vão aprender? Pois bem, talvez disseram isso ao Ronie também. O impossível existe, mas só até você começar a duvidar dele. Duvide. Liberte-se do cativeiro que é as respostas em torno da sua capacidade. Questione os conceitos universais a razão é, pasmem, deficiente.
Contradizendo minhas palavras (ou não) os “homens de pergunta” ao longo da história estão respondendo mais que os depósitos de respostas inquestionáveis. Apresentem-me os frutos de todas as respostas, e surpreendam-se ao compara-los com os frutos de todas as perguntas. A ciência das respostas é o jeito manco de fazer ciência. O homem que só se serve delas (das respostas) talvez não viva, vegete. 
Por que o barro? Ou a maçã? Ou ainda a coroa? Primeiro para que você pergunte, depois de tudo que a pergunta nos levou a aprender a gente encontra um sentido, já talvez desnecessário, para estas coisas.
Mas se prepare, perguntar, criticar, revolucionar, fazer diferente, cativar e ainda cumprir sua tarefa com grandeza não é para qualquer um, espere pedras, elas com certeza virão. Mas orgulhem-se os grandes não atiram pedras nos pequenos, eles preferem reserva-las aos bons por que estes são poucos e superiores independente do título e do poder que lhes atribuem. 

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